Palavra em seu contexto
LIMITES ISAÍAS 5. 8-25.
ISAÍAS 5. 1-2. Posição e privilégio pertencente a esta vinha - imagem comum para descrever as pessoas de Deus; "O chifre do sol da gordura"; fala de prosperidade; projetado para produzir o melhor; grande cuidado e extremo trabalho e atividade exercida pelo proprietário; Na semana passada, vimos na Parábola da Vinha, no capítulo 5, que Deus não poderia de forma alguma ser culpado pelo julgamento vindouro sobre o povo de Judá. O que mais Ele poderia ter feito? A realidade era que a videira que Ele escolheu plantou, cultivou e protegeu, produzia uvas podres, fedorentas.
MINISTRAÇÕES
Adélcio José Oliveira Filho
10/22/20256 min read


O profeta continua em nossa seção hoje para entregar seis acusações contundentes contra os pecados do povo. Ele apresenta cada uma das descrições da natureza desta fruta podre e fedorenta com a declaração emocional de "Ai". Uma interjeição, geralmente de lamentação, Expressa insatisfação dolorosa com a situação. Ocorre cinquenta vezes nos profetas e uma vez em outro lugar. Seis usos se referem ao luto pelos mortos (como I Reis. 13.30). (Paul Apple 2012).
Isaías descreve os maus frutos da vinha em seis 'ais' (8, 11, 18, 20, 21, 22). Os dois primeiros "Ai" (8–12) tratam do abuso dos benefícios materiais da vida, e as consequências são apresentadas em duas seções (13,14–17). A segunda série e quatro ais (18–23) trata da violação das obrigações morais e espirituais da vida, e também é seguida por duas seções, portanto (24, 25–30). (J. Alec Motyer 1999). Frutos ruins (5:8-25).
A lista é condenatória: gananciosa grilagem de terras (8), libertinagem E bebedeiras (11-12), arrogante desafio a Deus (18-19), egoísmo sofisma justificador (20), vaidade (21) e perversão da justiça (22-23). Condições que se desenvolveram em Judá durante o reinado de Uzias (= Azarias, 791-740 aC). Uma era de ouro de conquistas impressionantes, mas também tinha um lado sombrio. Uma nova e rica elite emergiu que se tornou cada vez mais corrupta e opressiva à medida que se embriagava (em mais de uma maneira!) com o materialismo e a busca do prazer. No ano em que Uzias morreu, como veremos no próximo capítulo, Isaías viu o Senhor tomando seu lugar na corte celestial para julgar a nação. (Barry G. Webb. 1997).
Isaías 5.8-10. A intenção era que a propriedade de cada família permanecesse dentro da família (Lev. 25; Núm. 27.1–11). Isaías começa com a aquisição de propriedades e termina com a aquisição de dinheiro. Mas a especulação de terras era abundante nos dias de Isaías (cf. Maq. 2.2; Amós 2.6–8). (J. Alec Motyer 1999).
Pecado (e seu oposto) - Materialismo ganancioso versus contentamento divino. "Ai daqueles que acrescentam casa a casa e unem campo a campo,". 1º Falta de contentamento; 2º Ansiedade quanto à segurança futura; 3º nenhuma fé na provisão de Deus para o pão de cada dia, 4º desprezível exploração dos pobres; 5º luxúria dos olhos. Crisóstomo: homens gananciosos se pudessem, de boa vontade tirariam o sol dos pobres.
O 'fruto fedorento': a colheita produzida, a colheita que está por vir (5.8-30).
Isaías 5.8. "descrição do 1º fruto". "Até que não haja mais lugar, Para que você tenha que viver sozinho no meio da terra!". Lev. 25.8-10; Núm. 36.4; Jer. 22.13,17; Ainda que não haja nenhum registro no A. T. de Israel ter honrando esse regresso, era a vontade de Deus que assim procedessem. Consequência ou resultados – Solidão. Sem vizinhos ou amigos. Qualquer coisa para a qual nos dediquemos isso se torna sua religião, e muitas hoje estão adorando no altar da ganância.
Isaías 5.9. "A meus ouvidos o Senhor dos exércitos jurou:". Literalmente "em meus ouvidos o SENHOR dos exércitos". Esta é uma declaração clara de revelação divina (cf. 22.14)! Este não é a Mensagem de Isaías, YHVH está gritando através de seu profeta à Seu povo descarrilhado. 1º "portanto". Julgamento Divino - Desolação, Isolamento, Diminuição da Produtividade. O pensamento do Antigo Testamento não condena ou despreza a riqueza, mas avalia como ela foi adquirida e como é usada.
Isaías 5.10. Jeiras é literalmente "um grupo" ou "um par" ver I Sam. 14.14, denotando animais unidos para fins agrícolas. Um "jugo" era a quantidade de terra que um boi podia arar em um dia. Um Bato 21 litros; 1 Ômer 3.7 litros; 1 Efa 37 litros. Produziria apenas um Efa (1/10 de um Ômer, ou 3/5 de um alqueire) de grãos. Um reverso do dízimo acontecerá! A condenação não é pela compra de bens, mas do monopólio e da aquisição do que pertence ao pobre proprietário, Nesse contexto, é uma metáfora para a falta de produção da terra roubada. Isaías viu que o caráter e a conduta dos proprietários causariam uma redução no que o mundo criado está preparado para fazer por eles.
Isaías 5.11. "descrição do 2º fruto". "Ai dos que se levantam de manhã cedo para buscar a bebida forte;". Pecado (e seu oposto) - intoxicado por bebida forte e excessiva indulgência sensual (vs. Autocontrole). 1. Intoxicação. A embriaguez pode estar associada a todas essas perversões; não é a raiz do problema; é a tentativa de buscar satisfação em outro lugar que não em Deus. Até que sejam inflamados com vinho / 'para que o vinho os flame', denota não um resultado, mas um propósito. O evangelho diz: “Não se embriaguem com vinho, mas enchei-vos do Espírito” (Efésios 5.18).
Mas se pode vê-los dormindo ao ar livre nas ruas de nossas cidades, reuniões sociais. Um dos relatórios indicava que havia mais de dez milhões de pessoas, isto há alguns anos. É muito dinheiro entrando.
Isaías 5.12. A frase "obra do Senhor" enfatiza principalmente sua obra de julgamento. Deus deu a eles olhos e ouvidos espirituais (ver Deut. 29.4), mas sua cegueira e surdez coletivas fizeram com que Deus removesse a possibilidade de entendimento (ver Isaías 6.9-10; 29.9-10). A tragédia desses versículos é que os judeus dos dias de Isaías dependiam de seus próprios recursos e planos, e não da provisão do Deus da aliança.
Isaías 5.13. 2º "portanto". "Meu povo será levado cativo". Julgamento Divino – Privação. A. Exílio. B. Fome. C. Sede. – (Sal. 107.4-5). Contraste com a bebida deles (Isaías 5.11). Em sua deportação e exílio, eles terão fome e sede. Por meio de uma maneira pagã de viver, a nação profanou o sagrado e a terra. "por falta de discernimento" Este é um rechaço do entendimento, não ignorância (Isaias 1.3; Oséias 4.6, 14).
Consequentemente, o povo continuará a viver de maneira pagã em uma terra estrangeira. Comer, beber e servir a seus propósitos malignos; eles iriam, portanto, enfrentar fome e sede. Vivendo sensualmente como animais. Nos versículos 13-17, Isaías transita para uma subseção. Ele combina seus dois “ais” com dois “portantos”. (Raymond C. Ortlund, Jr. 2005)
Isaías 5.14. 3º "portanto". O Apetite do Sheol. "Portanto, Sheol alargou sua garganta e abriu sua boca sem medir;". Grogan: Os foliões com a boca aberta por mais comida e bebida, de repente descobrirão que eles se tornaram o alimento do mais faminto de todos os monstros - a morte. Os perdidos acabarão no lago de fogo, como é chamado no livro do Apocalipse. Esta palavra vem da raiz hebraica "sheol" que significa pergunta ou questionar, segundo o Rev., Dr. Samuel Montoya. Podemos encontra-la em Prov. 30.15-16, onde diz que há várias coisas que clama e nunca diz: Basta! E Sheol é um delas. A tradução desta palavra seria mais precisa se fosse uma pergunta, segundo o Rev., Dr. Samuel Montoya. Jó 14.10. וְאַיּֽוֹ׃; veayo: A palavra hebraica "vyoh" soa como um suspiro. E onde ele estará? Essa é a pergunta que todos terão que se fazer.
Isaías 5.18. "descrição do 3º fruto". A imagem é de uma besta atrelada e arrastando uma carroça com cordas de engano (šāw’, 'falsidade'). Ao se apegarem ao que é falso, eles se prendem à escravidão do pecado, e o que começa como cordas torna-se cordas de carroça, uma escravidão inquebrantável.
Alguém poderia traduzir isso da seguinte forma: "Ai daqueles cuja maldade é auxiliada por palavras mentirosas, e que em seu orgulho e incredulidade desafiam a ira de Deus".
O profeta expõe o cinismo que é responsável pelo povo se recusar em viver em obediência à natureza de Deus. Eles duvidam que Deus realmente esteja ativo no mundo e imaginam que são mais capazes de determinar o que é realmente certo e errado do que Ele. O resultado é uma perversão em que os valores são invertidos. Eles estão pecando com "mão alta" e não por engano ou ignorância. Eles puxam a iniquidade para si mesmos com cordas. Elas não caíram nele. Eles escolhem conscientemente o mal. Oswalt John.
Isaías 5.19. Zombando de Deus. Por que Deus não faz nada? Expressão provocadora de irreverência; onde está o julgamento? Não vou acreditar no que você está dizendo até eu ver acontecer. Ou seja, eles estão desafiando Deus a fazer algo a respeito. O interessante de notar aqui é que nenhuma punição é mencionada. E talvez alguém pergunte: por quê? O silêncio que aqui se faz causa temor.
A punição é terrível demais para ser mencionada, e a história da deportação da nação de Israel para a Babilônia nos conta algo sobre esse terrível julgamento de Deus, sobre essas pessoas que pecaram impunemente contra Ele e que desafiaram a Deus. Deus os julgará. No Salmo 137, eles estão reivindicando olho por olho e dente por dente. Quando eles oraram contra a Babilônia, um inimigo que pegou suas crianças, seus filhos e esmagou contra a rocha. Foi horrível, é tão horrível que não pode ser descrito. Esse foi o julgamento que veio sobre essas pessoas. Deus é um Deus de amor sim, mas quando chegamos ao ponto de desafiá-lo, quando viramos as costas para Deus, então não há esperança para nós.